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12.05.2019 - 13:05  |  Dias das Mães!

Paixão pela arbitragem une mãe e filho no futebol amazonense

Márcio Silva

Auxiliar de arbitragem do quadro da FAF, Hugo Chaves descobriu a vocação vendo a mãe, Noélia, bandeirando na beira dos campos amazonenses

 A paixão pelo futebol costuma ser passada de geração em geração, geralmente de pai para filho ao longo dos anos, mas para Hugo Chaves da Paixão, a história foi bem diferente. Aos 22 anos, Hugo é um árbitro assistente promissor no quadro da Federação Amazonense de Futebol, mas só entrou no mundo graças à mãe, Noélia Chaves da Paixão, que também atua como auxiliar.

 

Apesar de mãe e filho viverem no mundo do futebol em Manaus, essa história começa a 149 km da capital amazonense, em Borba.

 

“Eu sou apaixonada por esporte, gosto de todos os esportes, mas sou apaixonada mesmo pelo futebol, tanto que meus pais compraram uma casa em frente a um estádio. Era só atravessar e jogar bola. No município que eu morava, eu fazia parte da liga de futsal e de futebol de campo, e em 2010 o professor José Roberto Rocha, instrutor de arbitragem, foi aplicar um curso de reciclagem aos árbitros amadores do município. Como fazíamos parte da liga, na época era mesária, eu fui convidada a participar”, relembrou Noélia, que integrou a arbitragem da partida, se destacou e recebeu o convite para fazer o curso em Manaus.

 

“No ano seguinte, me mudei para a Manaus e a primeira coisa que eu fiz quando eu me mudei , procurei a Federação, fiz o curso e estou trabalhando até hoje”, completou a assistente, de 42 anos.

 

O filho, Hugo, no início não tinha idade para fazer o curso de arbitragem, mas também faltava interesse. O jovem sequer via o futebol como um dos seus esportes favoritos.

 

“Eu nunca gostei de futebol, o meu esporte era outro, era handebol e também era apaixonado por música, já que eu sou músico. A arbitragem veio quando a minha mãe começou a atuar lá no interior. Eu vi a primeira vez a mamãe trabalhando como árbitro assistente e achei aquilo muito interessante, uma coisa sensacional. Ela me incentivou quando vim morar para cá, ela pediu que eu conhecesse”, revelou Hugo relembrando que o estímulo da mãe até precisou ser mais direto para que o jovem descobrisse sua nova paixão.

 

“A primeira coisa que ela fez foi me dar o livro de regras, em casa, sem em estar no curso e nem nada e assim foi. Ela foi conversando comigo e eu, no primeiro dia, pensei em ir e pensei também em desistir porque é muito difícil, mas ela me influenciou bastante, conversou bastante comigo, e eu acabei fazendo o curso, entrei para a arbitragem e assim foi”, comentou Hugo.

 

Além de mãe e filho, a relação passou a ser de colegas de trabalho, e com direito a um ambiente que exige muito equilíbrio emocional e até uma estratégia especial.

 

“Um evita assistir o jogo em que o outro está atuando, justamente para evitar ouvir os xingamentos, porque lá dentro, no campo, é uma coisa, você aqui fora é outra. Estamos acostumados com isso e quando chega nos jogos é tudo normal, o pessoal grita com ela e a mesma coisa comigo, mas é normal a gente é preparado para isso mesmo, esse é o nosso trabalho, mas torcedor não tem conhecimento de regra, nós temos. Ele pode falar o que quiser, até porque torcedor está lá para torcer para o seu time, hoje é normal, mas admito que logo no começo para mim foi muito estranho, eu até falei para ela porque ela escolheu essa vida para ela, mas hoje eu entendo muito bem o porquê”, completou Hugo.

 

E mesmo em meio a tanta emoção e responsabilidade, Noélia, que além de árbitra assistente é licenciada em informática e maratonista, não abre mão de exercer outra função com maestria: a de mãe.

 

“O Hugo nunca vai dizer meu nome, ele sempre vai me chamar de mãe em qualquer canto. Às vezes que eu olho para ele porque eu quero que ele guarde aquilo, principalmente no estádio, porque as pessoas têm um preconceito até com os homens, imagina com as mulheres. Às vezes eu converso com ele para evitar que ele me chame de mãe quando estivermos trabalhando junto, mas ele não consegue, ele faz isso. Às vezes eu tenho a sensação de alegria e, ao mesmo tempo, nervoso, cuidado, não sei. Coisa de mãe”, explicou cheia de orgulho.

 

Fonte:www.acritica.com.br

 

Asscom/FAF

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