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13.11.2015 - 22:19  |  Tribunal de Justiça Desportiva.
TJD/AM: : Dr: Edson Rosas (Presidente) e Drª Maria Benigno ( vice-presidente).
Após quase dois anos de um Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) praticamente inoperante, sem julgar processos e tendo como principal justificativa a falta de espaço físico, nesta sexta à noite, na sede da Federação Amazonense de Futebol, Centro de Manaus, foi eleita a nova gestão para o órgão. O novo presidente do tribunal é Edson Rosas Júnior, que já atuou antes na função, e terá como vice, a advogada Maria Benigno. Os dois encabeçaram a única chapa inscrita que foi eleita por aclamação.
Édson Rosas Jr. (sexto da esquerda para a direita) é eleito o novo presidente do TJD-AM
Para a eleição, não foi necessária que o antigo presidente do tribunal, André Oliveira, fizesse a convocação, pois, segundo Edson Rosas Jr., a gestão terminou o período da gestão, ou seja, oito anos, e pela Lei, tem que ser convocada eleição pela FAF. Participaram da eleição, além do presidente e vice, que são indicações da federação, os representantes dos jogadores (Emerson Lima e Wagner Perez), da arbitragem (Carla Penha), da Ordem dos Advogados do Brasil (Rui Mendonça e Jaime Pereira) e dos clubes (João Carlos Bezerra e Elciney Correia). O procurador do TJD-AM será Édson Massulo.
- A necessidade é por causa da lei. Encerrou um período e agora vamos colocar o pessoal para começar a organizar e fazer julgamentos. A necessidade era única por causa da lei. Encerrou o período do grupo que aqui estava e iniciou outro - explicou o novo presidente do TJD-AM o fato de não necessitar da intervenção de André Oliveira.
PRIMEIRA MEDIDA
Segundo o novo presidente do TJD-AM, Édson Rosas Júnior, a primeira missão da gestão dele será solicitar os processos para que possam então pautá-los. Além disso, será nomeada a comissão disciplinar, a qual para ficará responsável por analisar e encaminhar para o procurador, o qual fará as denúncias.
- Isso não iniciará nesse primeiro mês. A gente precisa estruturar, nomear a comissão, instalar um local que a gente possa funcionar. Pelo que me disseram, da FAF, está algo em torno 20 processos para serem julgados. Aí a gente precisa pegar esses processos, ver com quem está, e mandar para a comissão para que ela possa encaminhar para o procurador e esse fazer a denúncia e pautar para o julgamento. Vamos ver a situação de cada processo, se há algum que prescreveu... Mas isso vai para a comissão disciplinar. Que aí vão começar pautar para julgamento - disse.
De acordo com Édson Rosas Júnior, essa não é a primeira vez que assumirá o cargo de presidente da o Tribunal de Justiça do Amazonas. Segundo ele, antes da gestão de André Oliveira, ficou à frente do TJD-AM por quatro anos (como presidente) e outros quatro como procurador. E depois dessa época optou por sair, já que tinha um um filho jogador. E, então, atuou como dirigente de clubes.
- E isso são quase 15 anos e agora estou de volta. Sabe aquela música do Roberto Carlos? “Eu voltei, agora para ficar, porque aqui é meu lugar”. Então, eu sou uma pessoa da Justiça Desportiva. Eu fui procurador da Confederação Brasileira de Atletismo, sou presidente do tribunal de futebol de salão, fiz parte do vôlei. Então sou uma das pessoas que atuam nessa área. Eu vou tentar fazer uma gestão no mínimo igual a outra. Que a gente deixou o tribunal totalmente estruturado. Então experiência não falta - disse, ao ressaltar que a sua vice, Maria Benigna, também tem experiência na Justiça Desportiva.
- A doutora Maria (Benigno) também tem uma história na Justiça Desportiva. Ela também trabalha nessa área. Então acredito que os membros nos escolheram também por essa experiência. E também pelo nosso histórico. Agora vamos tentar fazer uma administração boa, correta e que realmente esteja para julgar processos - completou.
FALTA DE SALA PARA O TRIBUNAL
Em relação à falta de sala para o TJD-AM na FAF, motivo que o antigo presidente André Oliveira usou para justificar a ausência de julgamentos de processos, Édson Rosas Júnior disse que isso não será problema.
- Eu não posso falar sobre a dificuldade do colega, que inclusive veio para o tribunal, naquela época, a meu convite. Eu que o convidei para vim fazer parte da Justiça Desportiva. Eu não posso falar pela dificuldade que ele enfrentou. O fato é que quando a gente assume uma função, ninguém nos obriga. Não é obrigado a assumir. Mas quando você assume, você tem que cumprir a sua obrigação, já que você o quer. Não só como auditor, mas principalmente como presidente - explicou.
Para realizar os julgamentos, Rosas Jr. disse que a questão de local para se reunir será a mínima coisa que enfrentarão, pois, segundo ele, é obrigação, pois terão outros enfrentamentos maiores.
- Mas isso é obrigação. Se aqui estou, estou porque quero. Então tenho que cumprir a minha função. Reunir é o de menos. O que não falta é lugar nessa cidade. Este será o menor enfrentamento, porque o que não falta é local, na OAB, na Assembleia, na câmara. Então esse é o menor problema, local para se reunir - completou.
Fonte: www.globoesporte.com.br/amazonas
Assessoria/FAF
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