Dias dos Pais e o Futebol Amazonens
Um dos principais legados que os pais passam aos filhos é o time de futebol. Mas os ensinamentos em casa têm um sério concorrente: os meios de comunicação, internet e vídeo games que cada vez mais arrebatam os corações dos pequenos para torcerem por times que nasceram e jogam bem longe de Manaus. Seria uma realidade preocupante se não existisse os pais da resistência baré que ensinam os pequenos a valorizar as cores dos times locais.
Prova disso, foi em uma atividade da escola que Marcus Vinícius, 15, e Marilian Giovanna, 11, foram os únicos alunos que foram com uma camisa de time amazonense: os dois usando a camisa do Fast.
“Eu acho que pouca gente da minha idade conhece os times daqui e é um privilégio torcer para um time da minha cidade, ter essa identificação” , conta Vinícius, que torce para o Tricolor de Aço desde os quatro anos e sempre tem que explicar: apesar do nome em inglês, o Fast é amazonense. “Sempre pensam que é um time dos Estados Unidos porque Fast é rápido em inglês, mas falo que é daqui de Manaus”, completa.
A irmã de Vinícius, Marilian também vai para o estádio desde criança. “Eu gosto muito de ir para o estádio ver meu time ganhar. É muito emocionante”, diz a menina que entra em campo com os jogadores.
Assim como Vinícius e Marilian aprenderam a amar o Fast com o pai, Marcus Túlio Costa, ele também conta que virou fastiano pela influência do genitor. “Meu pai era da diretoria do Fast na década de 60, 70 e quando ele faleceu a gente se afastou e pelos anos 2000 se reaproximou. Eles começaram a ir para o estádio comigo não só em Manaus, mas no interior também. Já fomos para Autazes, Careiro Manacapuru. Sempre estamos juntos”, contou.
Ironicamente no momento mais feliz para os fastianos (a final do Barezão de 2016, quando o jejum de 45 anos sem estadual foi quebrado) ele não estava com os filhos, pelo menos não no estádio. “Em 2016 eu não estava em Manaus, só estavam eles e eu não vi a final, mas eles mandaram fotos, vídeos”, contou.
Amor pelo Rio Negro
Já André Soledade, aprendeu a ser rionegrino com o tio, que o levava nos estádios. O sentimento pelo Galo foi tão grande, que passou para André Aurélio, de 9 anos.
Fonte:www.acritica.com.br
assessoria/FAF