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21.03.2026 - 12:10  |  Barezão Sicredi 2026

Onde nasce o jogo: a força e a expectativa das arquibancadas para a final do Barezão Sicredi 2026

Mateus Moreira/FAF e João Normando/AMFC

Antes do apito inicial, a decisão do Campeonato Amazonense 2026 encontra um dos protagonista principais: o torcedor

Um torcedor consegue descrever a expectativa para uma final? Alguns tentam, e com cautela, mas aquele que ama seu time sempre vai pensar positivo. E é esse o pensamento de aurinegros e nacionalinos para este sábado (21/03), quando Nacional FC e Amazonas FC entram em campo, no estádio Carlos Zamith, às 15h30, para decidir o título do Barezão Sicredi 2026. Antes da bola rolar, se inicia aquilo que inspira os jogadores a acreditarem: o apoio e a paixão dos torcedores. 

 
O duelo começa no pré-jogo, a força vem da mobilização da torcida para estar nas partidas, vibrando com o time e pulsando de amor à camisa. Enquanto a bola ainda não rola: faixas são estendidas, cantos ganham força e a identidade do clube é reafirmada a cada minuto. 
 
O Nacional é dono de uma herança centenária. O Leão da Vila Municipal dá orgulho a sua nação há mais de um século, a torcida, por sua vez, veste a camisa do time do coração que é passada de pai para filho, transformando o clube em um elo de gerações. As organizadas ocupam setores inteiros com bandeiras extensas e instrumentos de percussão que ecoam os corredores com o hino: “Mais querido e sempre amado, pela sua tradição de campeão”, reforçando sua resistência.
 
A torcedora do Leão, Loslene Cardoso, carrega a paixão pelo Naça desde criança e faz de tudo para ver o time no estádio. "Comecei a me apaixonar pelo escudo da águia com sete anos, pensava até ser um galo de asas abertas. Vou de ônibus para os jogos, as vezes o presidente da minha torcida vem me buscar. Para a final não será diferente, vou estar na arquibancada incentivando até o apito final. Estou muito ansiosa e confiante no título do meu Leão da Vila Municipal", afirmou.
 
O Amazonas FC encontra um fenômeno mais recente, mas não menos intenso. Nos jogos, são vistas bandeiras aurinegras penduradas sobre os braços daqueles que gritam pela vitória  e vozes semeando sua canção: "Avante, Onça-Pintada, pelo povo, és amada!". Representando a força de um novo tempo, a torcida mostra que está construindo sua identidade em uma energia coletiva. 
 
Para a torcedora da Onça, Ranyelle Brasil, a ascensão gloriosa do clube fez com que a paixão fosse sem igual. "Me tornei torcedora do time e amante do futebol na Série C do Brasileirão. O Amazonas fez eu me apaixonar com a história tão bonita e vitoriosa. A expectativa para a final é que sejamos campeões em cima de um dos nossos maiores rivais. O jogo pode ser um pouco difícil, como foi no primeiro turno, mas espero que a gente vença", disse.
 
Dentro de campo, o equilíbrio marca o confronto. Cada time vence um turno, para se fazerem presentes na decisão. Tornando esta final em um duelo sem favoritos claros.
 
Mas, fora das quatro linhas, a rivalidade não se faz diferente. Há algo que as duas nações têm em comum: a força e a expectativa sobre cada lance, capaz de sustentar emocionalmente os jogadores e, assim, ver seu time levantar o título de campeão do ano.
 
Independente do resultado da partida, a festa nas arquibancadas do Carlos Zamith será um capítulo na final do Barezão Sicredi 2026.
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